terça-feira, 27 de novembro de 2007

Ludicidade

No final de semana assisti dois filmes lindos que me impressionaram e que muito têm ver com esse fórum, mesmo não tendo como foco principal o sonho. O primeiro foi "O Fabuloso destino de Amelie Poulan", que conta de um jeito muito criativo a história de uma mulher que transforma sua vida ajudando outras pessoas a realizarem sonhos ou resolverem problemas que ficaram por muito tempo guardados. Fazendo isso, ela acabou resignificando sua existência e tornando sua vida mais bonita. O que me impressionou foi a maneira como a personagem age, sem se deixar identificar. As pessoas não sabiam ao certo como ou porquê tudo estava acontecendo, mas ficavam felizes pelo resultado do que viviam naquele momento. Pude ver na ficção um sentimento e uma situação que acontece conosco na vida real. Um sonho que fica guardado, sem a tentativa de realização pode ser a corda que nos segura e não nos deixa viver intensamente a vida. Na hora em que esse mesmo sonho se abre e que tentamos realizá-lo, só o movimento da tentativa já dá um novo significado a nossa existência e nos faz andar novamente. O outro filme foi "Uma Ponte para Terabítia", que conta a história de um menino excluído na escola e em casa que com a chegada de uma nova colega (que também sofre rejeição na escola) descobre o quanto sonhar, imaginar, inventar é importante. Eles criam um mundo imaginário, com príncipes e princesas, heróis e vilões, num bosque próximo às suas casas. Esse lugar real, onde o mundo imaginário se instala passa a ser o refúgio dos dois, o local secreto, o mundo particular. Interessante é que o menino só se dava o direito de sonhar quando desenhava e tinha medo de enfrentar a vida e seus problemas. A partir das 'viagens' à Terabítia, começa a mudar a postura diante de sua família e colegas, torna-se mais feliz e consegue entender melhor sua própria vida. Hoje, relendo o diálogo do texto "Principe dos Sonhos", retomei as imagens dos filmes e vi que tanto o texto quanto os filmes queriam me dizer algo: que por mais dura que seja minha vida, não posso jamais deixar de sonhar, de acreditar nos meus sonhos e de lutar por eles, senão minha vida estaciona em um ligar qualquer e lá ficará esquecida. Isso é pior que morrer. Achei importante transcrever ees depoimento do fórum pra cá, porque não conseguiria dizer melhor o que aqui escrevi. O material que tenho lido, as atividades que proponho às crianças a partir dessa interdisciplina têm dado uma cara nova às minhas aulas e deixado minha turma mais feliz. Vejo a diferença na aprendizagem dos alunos. Descobri que rir e fazer rir é muito bom e que não siginifica que não estou levando a vida a sério. Brincar não é perder tempo. Brincar e sonhar e dar outro significado às aulas e à vida. É fazer de um outro jeito, mais prazeroso e feliz o que antes era tedioso e cansativo. Nunca imaginei que poderia mudar tanto meu jeito de ser e pensar a partir dos ensinamentos da faculdade.

Um comentário:

Leonardo Porto disse...

Prezada Márcia,

por favor, veja o comentário à postagem mais acima.
Leonardo.