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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

FENIX

Sou como o pássaro mitológico. Carrego muito peso, entro em combustão, chego a morrer e renasço das cinzas espantosamente... Pode parecer prepotência, vaidade, falta de modéstia ou humildade. Mas ao me comparar com tão forte e aguerrida ave, falo a mim mesma que é possível, até quando parece utópico, é possível! Pensei que dessa vez não iria suportar a pressão! Sinceramente achei que era o fim. Mas consegui acalmar os doentes e as doenças, dar colo e alimento aos filhos, encaminhar os alunos, ir ao céu e ao inferno e até deixar o sonho jogado no sofá da sala. Mas, como sem o sonho, não há o que realizar, agora o retomo... Sei que o que escrevo pode parecer fora de contexto. Mas aqui mesmo nesse curso, nessa universidade, aprendi que ver, ouvir e entender o contexto no qual o aluno está inserido é vital para que o professor consiga estabelecer uma relação em que haja interlocução e entendimento. Eis aqui um relato metafórico do meu com-texto atual. E escrevo aqui essa realidade para que eu mesma posso decifrá-la, entendê-la, desmembrá-la e modificá-la na velocidade necessária à realização da sonho, no tempo possível à completude da caminhada.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Interdisciplinar! Impressionante!

Impressionante mesmo! Não sei como nem porque só agora resolvi falar desse assunto.

É claro que sei que as interdisciplinas são organizadas por eixos e esses têm núcleos comuns.

Talvez porque a Inter de Didática esteja nos "cutucando" com seus textos, ou porque eu esteja mais engajada

nesse do que em outros semestres... Sei lá!

O fato é que notei a intersecção entre os assuntos tratados nesse eixo. Já tinha observado essa relação

estabelecida nos outros eixos, mas a meu ver, essa é bem maior do que a dos demais.

Consigo linkar com tanta naturalidade o que leio em uma interdisciplina com o material de outra, que chego a me confudir, às vezes,

sobre pra qual estou lendo determinado texto. Aí, me dou conta que não leio pra elas e sim pra mim mesma.

Hoje, retomando as leituras de EJA e Didática, observei esse "fenômeno" com muita clareza e

pude ver na prática como funciona um trabalho interdisciplinar.

Os questionamentos sobre o trabalho dos professores e a função da escola, as relações de poder e entre os modelos de

produção e os educacionais são retomadas sob um outro olhar e oputro enfoque,

de forma sublinhar, no texto da EJA.

Incrível como um texto me ajudou a entender e qualificar a leitura do outro de maneira recíproca e singular.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Criação de grupo no rooda

Hoje tive que criar um grupo de trabalho no rooda. Quando abri meu e-mail e li a solicitação da tutora, pensei: Lá vem elas com mais coisas complicadas e diferentes pra gente fazer! Mas me enganei! Fui pro rooda e, mesmo sem ter todas as informações e instruções sobre como será o grupo consegui fazê-lo, usando informações hipotéticas, inicialmente. Mas ele está criado e pode ser editado. O aprendizado inicial era a criação e isso eu fiz, sem maiores dificuldades. Agora é editá-lo de acordo com a solicitação da professora e das tutoras que tudo estará bem, eu espero. Senão, penso que posso excluir esse e criar outro. Se consegui uma vez, conseguirei novamente, não é?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um novo tempo

Hoje consegui ler três textos e um PPt das interdisciplinas desse novo semestre letivo na Universidade. Texto simples, de linguagem clara como O menininho, por exemplo, proposto pela interdisciplina de Didática, que me emocionou muito, pela forma inteligente com que a autora usou a metáfora, quase poética, pra mostrar o poder que temos, enquanto professoras(es) de aprisionar ou libertar uma vida.

Um texto que fala de prisão sem citar as grades e que mostra um pequeno ser aprisionado pela ação nefasta do outro. Um outro que não necessariamente o prende ou mata tendo consciência do que faz, mas que vê, e na maioria das vezes com orgulho, nas consequências de sua ação o acerto, a correção.
No mesmo texto, compartilhando o mesmo ofício, a imagem do educador que liberta pelo respeito ao outro, que não escolhe o caminho, mas caminha junto na estrada escolhida por todos...
Podemos ser qualquer uma (um) dessas(es) professoras(es) apresentadas na "historinha", tão bem escrita... Somos livres pra escolher... Mas como é importante alguém nos oferecer um texto, um história (simples, pequena, profunda) pra que tenhamos a oportunidade de enxergar o resultado das nossas escolhas na nossa vida e na vida de outrem...
Amei o texto! A emoção dominou meus olhos e coração a cada linha lida. Ao final, senti-me questionada, perturbada, aterrorizada, perguntando-me sem cessar em qual desses perfis apresentados eu estou incluída? Será que tenho um pouco de cada uma delas? Será que trago em mim mais de uma que da outra? Qual das duas professoras se manifesta com maior força e freqüência no meu cotidiano escolar? Achei algumas respostas, outras ainda procuro...
Mas o certo é que esse texto ficou de alguma forma tatuado em mim, e foi o impulso pra ler outros dois da interdisciplina de EJA, na tentativa de encontrar algumas soluções pras minhas inquietações atuais em relação a turma com a qual iniciei o trabalho em agosto e fugir daquele modelo homicida que vi (e li) no texto de Helen Buckley.
Também li (e vi) o ppt que resume as arquiteturas pedagógicas. Confesso que inicialmente não entendi direito, porque talvez devesse ter lido os textos completos primeiro, mas no final começava a desenhar com um pouco mais de clareza o que são e pra que servem essas tais "arquiteturas".
O bacana de ter visto o ppt primeiro, foi que fiquei muito curiosa pra saber mais e isso me instigou a ler os outros textos do Seminário Integrador. Já baixei todos, mas terminou a tinta da impressora... Como tenho dificuldade em ler na tela do computador, vou sair agora pra comprar cartuchos novos e imprimir esse tesouro...
Esse semestre está começando muito bem pra mim. Espero que esse entusiasmo, que essa curiosidade sejam mais fortes que o cansaço, numa rotina de 60 horas semanais com alunos e em escolas distantes de casa...
Quero (e vou) chegar no final com a mesma disposição desse início.
Sinto os assuntos das interdisciplinas navegando no meu sangue, invadindo minha pele... E estou feliz por isso! estou recuperando a alegria de viver e estudar...
Por isso acho que devo agradecer a Universidade!

domingo, 23 de agosto de 2009

Formatura Eja - Emoção!

Hoje trago com satisfação a minha alegria e emoção...
Ser professor nos proporciona momentos singulares...
No final de julho desse ano, mais uma turma da etapa 4 concluia sua trajetória na Escola. Agora, eles iriam trilhar novos caminhos... E estavam prontos pra isso: confiantes, seguros, felizes, orgulhosos, ansiosos. E eu, sendo a profe dessa galera, compartilhava com eles esses mesmos sentimentos. Não era só a sensação do dever cumprido. Era emoção pura! Parecia que eu estava me formando! Ma spenso que a cada vitória de um aluino nosso, soma-se uma vitória nossa também, porque somos parte dos seus sonhos e ajudamos ne realização dos mesmos. Nossa escola não tem as séries finais do Ensino Fundamental, por isso os alunos que concluem a etapa 4, saem da escola evão estudar em uma escola próxima, a fim de concluir o o "1° Grau" termo usado por eles pra nomear a modalidade na qual estão matriculados.
Na EJA, não ensinamos apenas conteúdos... Há sempre um trabalho muito especial a ser feito: mostrar aos alunos que são capazes, que o que os diferencia das crianças, enquanto alunos, é a idade e os compromissos cotidianos. Mas a capacidade de aprender está presente em cada um. Que eles só têm que acreditar nisso. Que sonhar é preciso e realizar os sonhos é perfeitamente possível, independente da nossa idade.
Fiz um vídeo com as imagens da formatura, que agora está disponivel na internet (há um link no cantinho "Meus Espaços no Web") para que todos possam ver o que sentimos quando realizamos um grande sonho.