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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

FENIX

Sou como o pássaro mitológico. Carrego muito peso, entro em combustão, chego a morrer e renasço das cinzas espantosamente... Pode parecer prepotência, vaidade, falta de modéstia ou humildade. Mas ao me comparar com tão forte e aguerrida ave, falo a mim mesma que é possível, até quando parece utópico, é possível! Pensei que dessa vez não iria suportar a pressão! Sinceramente achei que era o fim. Mas consegui acalmar os doentes e as doenças, dar colo e alimento aos filhos, encaminhar os alunos, ir ao céu e ao inferno e até deixar o sonho jogado no sofá da sala. Mas, como sem o sonho, não há o que realizar, agora o retomo... Sei que o que escrevo pode parecer fora de contexto. Mas aqui mesmo nesse curso, nessa universidade, aprendi que ver, ouvir e entender o contexto no qual o aluno está inserido é vital para que o professor consiga estabelecer uma relação em que haja interlocução e entendimento. Eis aqui um relato metafórico do meu com-texto atual. E escrevo aqui essa realidade para que eu mesma posso decifrá-la, entendê-la, desmembrá-la e modificá-la na velocidade necessária à realização da sonho, no tempo possível à completude da caminhada.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Aula presencial!

A aula "tava" show! Nossa como a profe Iole entende do assunto... Fiquei impressionada com o domínio que ela tem das questões que envolvem alfabetização letramento... Acho que vou aprender bastante com ela, sem contar que esse é um assunto que me instiga, já que trabalhei muito tempo com turmas de alfabetização de crianças e atualmente estou com o desafio de alfabetizar adultos. Fiquei vidrada em tudo o que ela falou, minha vontade era de gravar cada palavra, cada respiração, na tentativa de absorver todo aquele conhecimento pra dentro de mim. Mas como bem disse a profe Jaqueline, control C, control V não vale, terei mesmo que conviver virtualmente, ler, buscar, perguntar, responder, se quiser saber um pouco mais sobre alfabetização, letramento e o mundo da escrita e da leitura.

Sigo na espectativa pela interdisciplina de EJA, que tenho certeza, unida a de Linguagem farão a grande diferença no meu momento profissional.
Consegui também, agradecer à profe Marie Jane pelo apoio e aprendizado que me proporcionou no primeiro semestre, quando me incentivou e auxiliou na apresentação no Salão de Graduação. Já tinha agradecido via e-mail, blog etc, mas pessoalmente, ainda não tinha tido oportunidade.
Fiquei muito feliz com o retorno da profe Jaqueline, porque ela é uma profe que vibra com o que faz e mostra isso no brilho do olhar quando fala do cotidiano profissional. Foi bom chegar lá e receber um abraço carinhoso dela.
Também a Catia e a Patricia, duas tutores maravilhosas vieram me abraçar... Esse acolhimento, esse carinho dos professores e tutores nos fazem sentir importantes... É mais que isso: ver o teu trabalho docente e acadêmico reconhecido e sair do anonimato que o teclado por vezes nos impõe é indispensável pra recarregar energias e reencontrar a razão de ser professor e aluno.

Um novo tempo

Hoje consegui ler três textos e um PPt das interdisciplinas desse novo semestre letivo na Universidade. Texto simples, de linguagem clara como O menininho, por exemplo, proposto pela interdisciplina de Didática, que me emocionou muito, pela forma inteligente com que a autora usou a metáfora, quase poética, pra mostrar o poder que temos, enquanto professoras(es) de aprisionar ou libertar uma vida.

Um texto que fala de prisão sem citar as grades e que mostra um pequeno ser aprisionado pela ação nefasta do outro. Um outro que não necessariamente o prende ou mata tendo consciência do que faz, mas que vê, e na maioria das vezes com orgulho, nas consequências de sua ação o acerto, a correção.
No mesmo texto, compartilhando o mesmo ofício, a imagem do educador que liberta pelo respeito ao outro, que não escolhe o caminho, mas caminha junto na estrada escolhida por todos...
Podemos ser qualquer uma (um) dessas(es) professoras(es) apresentadas na "historinha", tão bem escrita... Somos livres pra escolher... Mas como é importante alguém nos oferecer um texto, um história (simples, pequena, profunda) pra que tenhamos a oportunidade de enxergar o resultado das nossas escolhas na nossa vida e na vida de outrem...
Amei o texto! A emoção dominou meus olhos e coração a cada linha lida. Ao final, senti-me questionada, perturbada, aterrorizada, perguntando-me sem cessar em qual desses perfis apresentados eu estou incluída? Será que tenho um pouco de cada uma delas? Será que trago em mim mais de uma que da outra? Qual das duas professoras se manifesta com maior força e freqüência no meu cotidiano escolar? Achei algumas respostas, outras ainda procuro...
Mas o certo é que esse texto ficou de alguma forma tatuado em mim, e foi o impulso pra ler outros dois da interdisciplina de EJA, na tentativa de encontrar algumas soluções pras minhas inquietações atuais em relação a turma com a qual iniciei o trabalho em agosto e fugir daquele modelo homicida que vi (e li) no texto de Helen Buckley.
Também li (e vi) o ppt que resume as arquiteturas pedagógicas. Confesso que inicialmente não entendi direito, porque talvez devesse ter lido os textos completos primeiro, mas no final começava a desenhar com um pouco mais de clareza o que são e pra que servem essas tais "arquiteturas".
O bacana de ter visto o ppt primeiro, foi que fiquei muito curiosa pra saber mais e isso me instigou a ler os outros textos do Seminário Integrador. Já baixei todos, mas terminou a tinta da impressora... Como tenho dificuldade em ler na tela do computador, vou sair agora pra comprar cartuchos novos e imprimir esse tesouro...
Esse semestre está começando muito bem pra mim. Espero que esse entusiasmo, que essa curiosidade sejam mais fortes que o cansaço, numa rotina de 60 horas semanais com alunos e em escolas distantes de casa...
Quero (e vou) chegar no final com a mesma disposição desse início.
Sinto os assuntos das interdisciplinas navegando no meu sangue, invadindo minha pele... E estou feliz por isso! estou recuperando a alegria de viver e estudar...
Por isso acho que devo agradecer a Universidade!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ontem e hoje, uma rede de ideias...

Tive um primeiro semestre difícil esse ano. Não pelos desafios propostos pela universidade, mas pelos desencontros e dificuldades impostos pela vida. Felizmente, pude concluir todas as atividades, resolver todos os problemas, organizar a bagunça em que tinha transformado minha vida.
Agora, realizo o sonho de trabalhar em Porto Alegre, enfrentando as dificuldades que toda a adaptação nos impõem. Minha filha inicia o estágio curricular da Pedagogia (pela UFRGS) e terei que ser mais mãe do que nunca...
Sei que será um semestre repleto de novidades e aprendizagens, tanto na Universidade quanto na vida, estou ansiosa para que o movimento acadêmico mexa com minhas estruturas, balance minhas certezas, acomode meus conflitos, porque quero (e vou conseguir) levantar mais uma taça no final: a taça de vencedora de mais essa etapa. E nesse turbilhão de sentimentos que sempre me desacomodam a cada ciclo, a cada semestre, a cada mês, a cada dia, me sinto mais forte e mais feliz.
E como não acredito em aprendizagem sem um mínimo de dor, que ela venha e que com ela venha também a alegria de estar no lugar certo, na hora certa para ser feliz!