domingo, 21 de março de 2010

Uma nova etapa

Estamos iniciando uma nova etapa no curso.
É hora de por em prática o que aprendemos durante os seis semestres anteriores. Estou bastante ansiosa com o que vem pela frente.
Quero fazer meu estágio numa turma de alfabetização em uma escola do bairro Lomba do Pinheiro em Porto Alegre. Estou apenas aguardando a confirmação da Secretaria de Educação do Município para efetivar o trabalho.
Escolhi essa turma, por se tratar de um ano ciclo com o qual tenho mais intimidade, afinal tenho trabalhado com classes de alfabetização de crianças desde que comecei no magistério. O desafio está em trabalhar numa escola ciclada.
A escola possui um grupo que trabalha junto, que dá suporte a quem chega novo e inexperiente como eu, proporciona momentos de reflexão e planejamento individuais e em grupo.
A supervisão pedagógica está sempre atenta ao nosso trabalho, além de nos ouvir e dar suporte emocional quando estamos sensíveis, sejam por problemas pessoais ou profissionais. Esse é o grande diferencial.
É por isso que escolhi a EMEF Saint Hilaire.
Minha turma é uma paixão. São 28 pequenos, com idade entre 7 e 10 anos, apenas uma menina está repetindo o ano ciclo e quase todas são oriundos da mesma turma de 2009.
Pode ser melhor?

Outros detalhes eu conto no pbwork do estágio, quando a SMED me conceder a permissão para estagiar no Saint Hilaire.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

É preciso provar que houve aprendizagem, senão não vale!

Meus progressos não são suficientes para avançar na Academia Federal. Porque preciso estar presente, aprender não é o mais importante!

O curso é à distância feito para professores que não tiveram condições de fazê-lo em outra modalidade, mas há que se honrar a lei e ter 75% de frequência, num mesmo horario em que temos que estar lecionando.
Não há lei que ampare o professor que trabalha 60h a ter o direito de fazer a graduação à distância numa Universidade pública...
Hoje entendo o que sentem os jovens e os adultos que acabam desistindo da escola.
Fizemos muitas exigências, negligenciamos os tempos deles e seus espaços, não enxergamos sua realidade cultural e socio economica. Pra nós, bons são aqueles que correspondem às nossas expectativas enquanto profissionais da educação que tudo sabemos! E se o cara não grita ao mundo, não chora ou esperneia seus problemas aos quatro cantos, somos incapazes de entendê-lo, de enxergá-lo ou perceber suas possibilidades.
Hoje eu não sou só professora! Virei gente! E devo isso A UFRGS que me fez ver, da maneira mais dolorosa, como devo agir com aquele cara que aparentemente não está respondendo aos meus estímulos, até porque esses chamamentos talvez não lhe cheguem aos olhos ou aos ouvidos.
As pessoas que atuam como professores na UFGRS fazem parte de um outro mundo, o mundo dos livros, das grandes teses e teorias. Poucos são os que conhecem (e se conheceram, será que lembram?) como é a vida real aqui fora no mundo plebeu!
Escrevem lindos livros e artigos e na hora de por em prática...
Nos cobram posturas que são incapazes de ter!
Durante toda uma vida sonhei com a Federal!
Em 2005 passei no vestibular para o curso regular de pedagogia, depois de 20 anos de expectativa, mas não tive o privilégio de cursar, pois na UFGRS só entra quem não precisa desesperadamente trabalhar. Quem, como eu, tem família pra sustentar terá que pagar um curso de graduação.
Mas em 2007 uma nova oportunidade me foi dada! E eu honrei a chance. Fui lá e passei no vestibular, mesmo já tendo vínculo no mesmo curso ( me foi negado o direito de transferência de modalidade).
Agora, depois de vários tropeços, caídas, avanços, deslizes e progressos chego perto do fim.
Mas sinto que não terei condições de continuar.
Exigem de nós um tempo que não temos! E não sou só eu que reclamo! Pra Federal o importante é o status, o nome!
Fico imaginando que tipo de exigências nos serão feitas no estágio curricular. A nós que já somos professoras a tanto tempo!
Acho que esquecem que não somos garotinhas com todo o tempo do mundo pra faculdade e com famílias dando suporte financeiro. E não venham me dizer que não é bem assim, porque sei como é o regular! Tenho uma filha lá! Que sofreu um bocado pra dar conta do estágio, emagreceu 5kg, passou várias noites sem dormir, comeu mal, deixou de viver por 4 meses!
Fico imaginando como eu estarei no final da jornada...
Levanto normalmente 5:30 da manhã. Viajo cerca de 40km pra chegar na primeira escola. Dou aula toda a manhã. Saio de lá, viajo mais 5km pra chegar na segunda escola. Almoço o que sobra dos alunos, porque não tenho grana pra almoçar num restaurante! E de cansaço, acabo dormindo ao tentar ler a imensidão de textos que nos mandam... Passo a tarde toda em sala de aula. Saio de lá 17:30 e tenho exatamente 1h para percorrer mais de 50km. Pensam que é o retorno à casa, à família? Não!
Vou pra outra escola, entro em sala de aula e atendo outros alunos (agora jovens e adultos) por mais 4h. Mas ainda não acabou a jornada diária! chego em casa por volta das 23h. Aí tomo banho, verifico se sobrou algum filho acordado pra eu dar boa noite, vejo se a marmita do mais velho foi arrumada (porque se não foi terei de fazê-lo). Por volta das 0:30h sento à frente do computador e se não durmo ali mesmo, sentada, tento ler e-mails e ver o que mais há pra fazer. Nunca durmo antes da 1h da manhã.
Como vou dar conta dessa rotina de trabalho e mais um estágio e todas as exigências que com ele virão?
Se reclamo do muito que há pra ler e da complexidade das atividades tenho como respostas: tens que escalonar prioridades. A Universidade está certa em sua postura, tu é que tem a vida muita cheia de coisas... terás que abrir mão de alguma coisa. Se não me queixo e mesmo assim não dou conta de tudo, sou reprovada, sem direito à recuperação com a alegação de que tive faltas além do limite estabelecido e que não fiz os trabalhos. Pior ainda: também não sou comunicada dessa decisão e passo todo um mês dedicado à recuperação envolvida com atividades que pra fim de avaliação de nada valem, porque tu já rodou e ninguém pode te dizer isso em tempo de evitar essa gastura toda!
Quando chega o final de semana é aula sábado pela manhã (trabalhei TODOS os sábados do segundo semestre por causa de uma maldita gripe)> chego em casa, no sábado, por volta das 14h e não raramente caio morta no sofá, na maioria da vezes sem comer, tamanho é o cansaço. Quando finalmente acordo, além das aulas para preparar para 6 turmas, tenho ainda os textos e trabalhos da faculdade pra fazer. Claro que isso não é nada! No início de cada semestre tudo é festa, mas no final, com as avaliações dos alunos e um milhão de prazos pra cumprir no trabalho, a academia acaba ficando pra trás, porque, infelizmente meu findi só tem 48h, das quais muitas acabam sendo utilizadas para dormir, porque o corpo não aguenta tanto esforço...
Vocês irão dizer que tem pessoas em pior situação. Há flagelados no mundo, gente que não tem o que comer, com problemas e dificuldades que transformam a minha num grão de areia. Mas se é assim, porque preciso ser esmagada pela universidade? Por que terei que receber o canudo tão esperado, sem condições de usufruir do seu significado com saúde e lucidez?
Eu passei no concurso público mais concorrido da minha área recentemente. Eu alfabetizo pelo crianças e adultos a mais de 12 anos, sempre com percentuais altíssimos de aprovação e de efetiva aprendizagem. Sei que tenho conhecimento sobre o assunto. Já estudava-o mesmo antes da UFRGS. Mas agora preciso provar que sei e aplicar o que sei dentro dos padrões exigidos pela universidade. O que a LDB traz como avanço na avaliação só é usado em relação a nós quando justifica a atitude do professor na reprovação. Queria ver se fosse como no município de POA que para reprovar temos que provar que o aluno não tem condições de continuar, como fariam para provar que eu não tenho condições de dar conta do que foi estudado na interdsciplina...
Não trago em meu corpo nenhuma marca, não me falta movimento em nenhum membro, enxergo, escuto, sou "normal", mas fui uma excluída social por toda uma vida, por que nasci mulher e pobre e depois separada e pobre. O acesso e a permanência me foram negados por muito tempo. E agora mesmo tendo acessado, sinto que minha permanência está cada vez mais difícil em virtude dos enormes obstáculos que a vida e a Academia têm colocado no meu caminho.
Eu sei que essa postagem será muito mal vista pelos professores. Serei taxada de reclamona, vão achar que quero arrancar a aprovação na cadeira que rodei.
Pensem o que pensar, o que sei, é que aprendei a ser melhor professora a partir desse episódio.
A partir daqui terei mais cuidado ao avaliar e tirar conclusões a respeito dos meus alunos aparentemente negligentes!
Vou arcar com todas as consequências do que escrevo e digo!
O blog é pra isso! Registrar nossa trajetória, aprendizagens, progressos, dificuldades...
O que escrevo aqui é o que sinto agora!
Pode ser que mude, um dia. Mas nesse momento é assim que sinto!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Lendo os textos de Linguagem aprendi que é muito importante mostrar à criança e fazê-la perceber a estrutura sonora das palavras, devido a forte relação existente entre a consciência fonológica e o aprendizado da leitura e escrita. Essa habilidade tem dois níveis: a consciência de que a língua oral pode se segmentar em unidades e a consciência de que essas unidades se repetem em diferentes palavras faladas. Há outras habilidades relacionadas à consciência fonológica: rimas (correspondência a partir da sílaba tônica de duas palavras - o som é o mesmo, independente da grafia); na aliteração há correspondência no início e no meio de palavras; já na consciência sintática é a capacidade de segmentar a frase em palavras e organizá-las numa sequência com sentido e a consciência silábica é a capacidade de dividir palavras em sílabas. A consciência fonêmica é a capacidade de analisar os fonemas e de relacionar esses fonemas com as letras que os representam. Entendi a necessidade de sabermos disso e conhecermos essas habilidades, de mostrar às crianças como nossa língua está estruturada e as relações entre a fala e a escrita para que obtenhamos sucesso na processo ensino-aprendizagem da língua materna.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Arquiteturas Pedagógicas

Mesmo depois de ler os textos e estudar sobre PA's e outras arquiteturas pedagógicas, ainda me sinto insegura acerca do assunto. Tivemos como proposta de trabalho a elaboração de PA's, mas confesso que não houve de minha parte a dedicação necessária nessas atividades. Talvez por isso ainda encontre dificuldades em entender o funcionamento dessa arquitetura.
Como não tinha acesso à internet antes de 2005, não tenho condições de estabelecer comparações entre a web "antiga" e essa denominada 2.0. Mas consigo compreender que a atual, com nova denominação tem além de um novo nome, uma mudança relevante nos seus propósitos e formas de acesso, que agora, são mais simples e fáceis, dispensando a necessidade de conhecimentos técnicos sofisticados para acessá-la. Ela se apresenta muito mais como ambiente de convivência, colaboração, cooperação entre os usuários que buscam conhecer e aprender mais sobre algum assunto.
Lendo os textos entendi que as arquiteturas são estruturas de aprendizagem nas quais utilizamos diversos componentes e onde o tempo e o espaço pedagógicos são variáveis e têm uma outra concepção, moldados de acordo com as necessidades e possibilidades de quem aprende, diferente do ensino tradicional em que o espaço é restrito à sala-de-aula e o tempo é pré determinado pelo professor. O papel do professor nas arquiteturas é de mediador da aprendizagem. "A ação dos professores tem como exigência a pesquisa, o registro e a sistematização ao planejar e avaliar as experiências de aprendizagem para seus alunos."

Um aspecto importante a se salientar nas arquiteturas pedagógicas é o caráter interdisciplinar que lhes é conferido. No caso dos PA's, por exemplo, como o assunto a ser estudado parte da curiosidade dos alunos, daquilo que eles já têm pré concebido e das dúvidas que apresentam acerca desses mesmos assuntos a interdisciplinariedade estará necessariamente presente, porque, acredito, tudo está de alguma forma interligado na vida. Os fenômenos dependem de diversos fatores para acontecerem. A vida de uma forma geral é organizada em ciclos, nos quais diferentes aspectos da natureza se relacionam, logo não dá pra estudar qualquer aspecto da vida sob uma única variável ou com o olhar voltado apenas pra um "lado".
Uma preocupação que tenho em relação às arquiteturas é como viabilizar um trabalho como esse nas escolas nas quais trabalhamos e nas comunidades nas quais nossos alunos estão inseridos? O acesso à internet é muito restrito, ainda. E se as arquiteturas pressupõe o uso da web, como fazer?
O trabalho com PA's me parece interessantíssimo, mas há uma estrada longa a caminhar para que se concretize essa ideia de fato nas escolas públicas. Nós educadores precisamos despir as roupas velhas e acreditar nessa proposta. Mas será que estamos realmente prontos?

O leitor

Assisti o filme O Leitor hoje. Vários aspectos chamaram minha atenção. A maneira como Hanna escondia o fato de ser analfabeta e o seu amor pela literatura, que a fazia solicitar que as pessoas lessem pra ela. Sua vergonha pela sua condição era tão grande que desistiu de uma promoção no emprego e assumiu a culpa pela morte de 300 judeus num acampamento nazista pra não ter que se declarar analfabeta. Impressionante é pensar que ainda hoje observamos comportamentos como esse, talvez não tão extremos, mas igualmente dolorosos. Emocionante ver como ela aprende a ler e escrever com a ajuda das histórias gravadas, acompanhando a narração das mesmas nos livros. Hanna descobriu um jeito próprio de se alfabetizar. Fiquei pensando na força social que tem o preconceito e do valor social que tem a alfabetização e o letramento. Também me reportei para minha turma de EJA, aos alunos que buscam o aprendizado da Língua Materna, à importância do nosso trabalho e entendi porque muitos desistem, evadem, levados por uma força interna que supera a própria vontade de aprender a ler e escrever. Maior ainda é minha responsabilidade a partir de agora.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Uma língua antiga, uma nova aprendizagem

Mesmo sendo um código antigo e conhecido por muitos, a LIBRAS e sua importância para as pessoas surdas tangia a minha realidade pessoal e profissional. Talvez isso se deva por eu nunca ter convivido de perto com essa deficiência. Na verdade nunca havia sentido necessidade de saber a LIBRAS.

Mas hoje, fazendo um trabalho de recuperação deparei-me com a angústia de não entender o que conversavam quatro mulheres. Falo do Vídeo BAR, enviado para nós pela professora Janaína para que fizéssemos a interpretação do mesmo.
Em BAR, as 4 mulheres conversavam sobre suas bebidas favoritas. Eu descobri que se tratava de chocolate quente, porque cada uma delas tinha à sua frente, sobre a mesa, um copo contendo chocolate quente com chantilly.
Minha leitura das cenas se deu mais por suposição do que por conhecimento da Língua. Precisei recorrer a um dicionário on line para decifrar alguns dos sinais feitos pelas amigas. Mas, como em todas as Línguas, havia sinais que não estavam registrados no dicionário, por se tratarem de elementos regionais (chimarrão, por exemplo). Solicitei, então à minha filha que tentasse lembrar do que aprendeu na cadeira presencial de LIBRAS. Ela lembrou de alguns sinais, mas não soube traduzir o video na íntegra, porque já havia tempo que não tinha contato com LIBRAS.
Fiquei preocupada! Se um aluno surdo chegar em minha sala-de-aula como farei para compreendê-lo?
Por outro lado, com a leitura dos textos propostos, pude compreender a importância da LIBRAS para os surdos e a necessidade de ensiná-la às crianças o mais cedo possível para que possam se sentir verdadeiramente inseridas no mundo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

FENIX

Sou como o pássaro mitológico. Carrego muito peso, entro em combustão, chego a morrer e renasço das cinzas espantosamente... Pode parecer prepotência, vaidade, falta de modéstia ou humildade. Mas ao me comparar com tão forte e aguerrida ave, falo a mim mesma que é possível, até quando parece utópico, é possível! Pensei que dessa vez não iria suportar a pressão! Sinceramente achei que era o fim. Mas consegui acalmar os doentes e as doenças, dar colo e alimento aos filhos, encaminhar os alunos, ir ao céu e ao inferno e até deixar o sonho jogado no sofá da sala. Mas, como sem o sonho, não há o que realizar, agora o retomo... Sei que o que escrevo pode parecer fora de contexto. Mas aqui mesmo nesse curso, nessa universidade, aprendi que ver, ouvir e entender o contexto no qual o aluno está inserido é vital para que o professor consiga estabelecer uma relação em que haja interlocução e entendimento. Eis aqui um relato metafórico do meu com-texto atual. E escrevo aqui essa realidade para que eu mesma posso decifrá-la, entendê-la, desmembrá-la e modificá-la na velocidade necessária à realização da sonho, no tempo possível à completude da caminhada.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um começo de atrapalhação?

Realmente temos muito o que fazer! Estou um pouco desorganizada... Sorte que tutoras e profes estão tendo a sensibilidade de nos dar prazos mais estendidos para realização das tarefas. Continuo com dificuldades em relação aos PA'S e aos filmes que tenho que ver... Mas vou conseguir dar conta de tudo. Foi um pequeno deslize em função do cansaço da carga de trabalho (todos os sábados com aula para recuperar o recesso da gripe) e da grande quantidade de leituras que estamos tendo que fazer. Mas como já disso, não vitória sem luta, nem aprendizagem sem dificuldade e conflito. Vou vencer mais esse!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Interdisciplinar! Impressionante!

Impressionante mesmo! Não sei como nem porque só agora resolvi falar desse assunto.

É claro que sei que as interdisciplinas são organizadas por eixos e esses têm núcleos comuns.

Talvez porque a Inter de Didática esteja nos "cutucando" com seus textos, ou porque eu esteja mais engajada

nesse do que em outros semestres... Sei lá!

O fato é que notei a intersecção entre os assuntos tratados nesse eixo. Já tinha observado essa relação

estabelecida nos outros eixos, mas a meu ver, essa é bem maior do que a dos demais.

Consigo linkar com tanta naturalidade o que leio em uma interdisciplina com o material de outra, que chego a me confudir, às vezes,

sobre pra qual estou lendo determinado texto. Aí, me dou conta que não leio pra elas e sim pra mim mesma.

Hoje, retomando as leituras de EJA e Didática, observei esse "fenômeno" com muita clareza e

pude ver na prática como funciona um trabalho interdisciplinar.

Os questionamentos sobre o trabalho dos professores e a função da escola, as relações de poder e entre os modelos de

produção e os educacionais são retomadas sob um outro olhar e oputro enfoque,

de forma sublinhar, no texto da EJA.

Incrível como um texto me ajudou a entender e qualificar a leitura do outro de maneira recíproca e singular.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Planejar é muito importante!

Hoje postei algumas atividades no rooda, entre elas as da interdisciplina de didática. Primeiro quero deixar registrado o prazer de realizar tarefas aparentemente simples, baseadas em textos curtos e objetivos, mas que me obrigaram a repensar minha prática. É a prova de que não precisamos de longos e cansativos textos para aprender e refletir sobre a nossa prática. Bem, encantou-me descobrir que na Idade Média um professor já se preocupava com aspectos importantes da educação que até hoje são discutidos, como levar em conta o conhecimento e a participação do aluno no processo ensino aprendizagem, ou tornar as aulas mais prazerosas, ou a necessidade de existir uma boa relação entre professores e alunos, entre outras... Penso que após tantos séculos de discussão e reflexão sobre isso deveríamos ter avançado mais e essas questões não deveriam estar na pauta das nossas discussões, enquanto instituição de ensino, já eram pra ter sido aprendidas... Como podemos esperar mudança de comportamento dos nossas alunos a partir do que aprendem na escola se não somos capazes nós mesmos de por em prática o que pregamos ou estudamos? Num segundo momento, li o texto que trata do planejamento escolar e me dei conta de que faltam itens importantes no meu planejamento docente. Itens esses que precisam estar impressos, como objetivos, justificativa e avaliação do trabalho feito por mim e pelos alunos. Registrar por escrito esses itens ou fazer um planejamento por completo pode ser a única forma de qualificar meu trabalho e viabilizar uma aprendizagem mais eficaz e efetiva aos meus alunos. Algo dentro de mim se mexeu...