Fiquei longe por muito tempo... Mas esse espaço não merece tanto abandono. Aqui registrei dores, amores, sucessos e frustrações... Reativá-lo é tornar a viver um turbilhão de sentimentos e emoções inigualáveis...
Vamos lá!!
A Luta continua...
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O Retorno da Guerreira!!!!
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MARCIA RYSDYK
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quarta-feira, setembro 07, 2011
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domingo, 5 de dezembro de 2010
Eixo 8
Foi um dos momentos mais trabalhosos, supremos e felizes que vive na graduação.
Aprendi muito com meus alunos, com a vida, na escola, com meus colegas... Aprendi que a gente tem que conhecer antes de julgar. Julguei mal a minha Tutora Gi, antes do estágio começar. Durante as 12 semanas, descobri a grande mulher e professora que ela é. Ela foi maravilhosa. Não me deixou cair, quando o cansaço tentou me derrubar. "Segurou a peteca" quando sofri um acidente de moto. Nos orientou, quando o orientador nos esqueceu. Meus alunos simplesmente me levaram por caminhos que eu não havia previsto. Descobri o valor do planejamento prévio, do entrelaçamento de conteúdos, da interdisciplinariedade, da oralidade (tão falada) nas classes de alfabetização. Provei pra mim mesma que ousadia da trabalho, mas vale à pena. Meui trabalho foi visto e elogiado na escola e o resultado foi 27 alunos, dos 28, alfabetizados. Precisa dizer mais?
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MARCIA RYSDYK
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domingo, dezembro 05, 2010
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Eixo 7
Esse foi um semestre muito difícil pra mim. Tive sérios problemas pessoais, que não consegui separar da minha vida profissional e acadêmica. Em virtude disso, não tirei proveito dos conceitos e conteúdos que estudamos. As interdisciplinas de Linguagem e Didática não trouxeram muitas novidades. Muitos dos textos e itens estudados já eram do meu conhecimento. Talvez por isso, tenha doído tanto ser reprovada em uma dessas interdisciplinas. Eu jamais havia sofrido a dor de uma reprovação, nem mesmo em concursos públicos. A dor ainda persiste em mim como uma chaga. O que tornou ainda mais dolorida essa situação foi o fato de ter sido reprovada sem direito à recuperação e sem aviso prévio... Fiz todas as atividades de recuperação, durante todo o mês de janeiro de 2010, para, só no momento de postagem, ser informada que de nada havia adiantado todo aquele trabalho por que o conceito D já estava inserido no meu histórico escolar. O que posso dizer aqui em relação a minha aprendizagem pessoal e profissional é que nunca farei para um aluno meu o que foi feito comigo naquele semestre.
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MARCIA RYSDYK
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domingo, dezembro 05, 2010
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
Incluir e aprender - Eixo VI
Durante o Eixo VI, estudamos e debatemos um assunto cada vez em pauta em nossa vida profissional e que nos causa muita inquietação. Por isso o retomo aqui: INCLUSÂO! Não como medir importância deste assunto em nossa caminhada de formação. Além do mais, não há como fugir de fatos e leis. As pessoas com necessidades especiais precisam ser inseridos no processo educacional, e têm amparo legal para isso. Mas a mesma lei que assegura o acesso dos PNEE"s não dá condições a elas de receberem atendimento de qualidade e adequada às suas necessidades.
De acordo com o dicionário, INCLUIR é o ato ou efeito de incluir-se, estado daquilo ou de quem está incluso, inserido, metido, compreendido dentro de algo ou envolvido, implicado em; introdução de uma coisa em outra, de alguém em um grupo. Incluir é fazer com que seja parte, é conter em si, trazer em si, implicar, envolver. No entanto, a inclusão social está longe de ser um conceito no dicionário. Inclusão é o processo no qual a sociedade se adapta para incluir pessoas com necessidades especiais que também se preparam para assumir seus papéis na sociedade. Para incluir, é preciso agir, fazer, implicar-se, envolver-se com esse outro que não sou eu e é diferente de mim. Nos exige envolvimento, nos coloca em movimento em direção ao outro.
A interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais nos ajudou a refletir sobre como está acontecendo a Inclusão em diferentes modalidades e realidades escolares, fazendo uma relação entre a legislação, à teoria e o que vivemos na prática em nossas escolas.
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terça-feira, novembro 23, 2010
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Estudando a vida adulta - Eixo V
No quinto eixo, foi a Interdisciplina de Psicologia que me proporcionou uma grande aprendizagem, principalmente na vida pessoal. Através do estudo da Teoria de Èrikson e sua oito etapas de desenvolvimento INTEGRIDADE x DESESPERO; GENERATIVIDADE x ABSORÇÃO EM SI MESMO; INTIMIDADE x ISOLAMENTO; IDENTIDADE x CONFUSÃO DE PAPÉIS
INDÚSTRIA x INFERIORIDADE; INICIATIVA x CULPA; AUTONOMIA x DÚVIDA; CONFIANÇA x DESCONFIANÇA. Sou apaixonada pela psicanálise e sua contribuições para a educação. Estudar a vida adulta sob a perspectiva de Érikson, me ajudou a entender muitos problemas e questões internas minhas, além de me incentivar ainda mais a buscar respostas na psicologia, em especial na psicanálise para as dificuldades apresentadas pelos meus alunos da EJA.
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terça-feira, novembro 23, 2010
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Como representar o mundo? Eixo IV
Bem, sem sombra de dúvida, a Interdisciplina que mais me mobilizou nesse eixo foi Matemática. Os conhecimentos nessa área são sempre bem vindos, pois amo a matéria. E ela continua me acompanhando até hoje: estágio e tcc, lá estava ela como tema principal.Na época, lembro da reclamação de todos por causa do volume de atividades enviadas pelo professor Samuel e do medo que a gente tinha daquele jeito muito pragmático de ser que ele tem. Mas lembro também, que eu vibrava a cada novo desafio. Foi uma das interdisciplinas que mais me motivou a buscar leituras além do sugerido e solicitado. Não sei isso era por causa das exigências do professor ou porque eu queria mesmo aprender mais a respeito do assunto. A partir dessa "cadeira" passei a trabalhar além da aritmética com meus alunos. Descobri a beleza e funcionalidade da geometria em nossas vidas e passei a dar mais ênfase a ela nas turmas com as quais venho trabalhando.
Outra Interdisciplina com a qual eu aprendi muito e que me rendeu a "aventura" de mostrar meu trabalho para além dos muros da escola foi Ciências (Ciclos da natureza). Realizei dois lindos projetos a partir dessa interdisciplina, um com minha turma de alfabetização (observamos ao vivo, diariamente, a metamorfose de uma borboleta)e outro, com uma turma de berçário, sobre o ciclo das águas e a preservação de mananciais, usando como cenário o Arroio Gauchinho, que faz a divisa entre Novo Hamburgo e São Leopoldo. Esse último foi apresentado no Salão de Graduação da UFRGS.
Não posso deixar de lembrar de Estudos Sociais, que despertou em mim uma grande inquietação, pois eu negligenciava essa área do conhecimento nas escolas onde trabalhava. descobri com a professora Simone um livro raro e riquíssimo intitulado Estudos Sociais - Teoria e Prática, que traz questionamentos sobre o ensino de ES, além de muitas sugestões de atividades que tornam mais interessantes as aulas dessa disciplina. Esse também foi um semestre de muita aprendizagem...
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segunda-feira, novembro 08, 2010
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Brincar, jogar, contar histórias, pintar, ver, ouvir: um mundo mágico de aprendizagens
O eixo III foi o mais sensacional de todos. Foi o que eu mais usei em sala de aula, foi o que eu mais curti... Tanto que uma das Interdisciplinas e a bibliografia estudada fez parte direta do meu tema de estágio e tcc - Literatura Infantil. Na época eu me envolvi mais com artes visuais, pois já desenvolvia um projeto na escola, sobre a história da arte e a cadeira caiu como uma luva, mas as aprendizagens sobre Literatura e contação de histórias ficaram latejando em mim. Li todo o livro da Fanny Abramovick durante aquele semestre, reli durante o estágio e tornei a ler agora para o TCC. Foi muito significativa pra mim aquelas aprendizagens. também não posso esquecer de Ludicidade, da oficina de jogos com sucata, da sabedoria da Tânia Fortuna e tudo de bom que aprendi e trago até hoje comigo. A partir da Interdisciplina Ludicidade e Educação eu tenho ousado até criar jogos e brincadeiras para usar em sala de aula com meus alunos. No estágio criei 3 jogos e 2 brincadeiras relacionadas aos contos de fadas que estava trabalhando, unindo interdisciplinarmente o que aprendi nas duas Interdisciplinas. Vou guardar na alma e no coração pra sempre. Minha prática pedagógica jamais será a mesma depois da passagem por esse semestre...
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segunda-feira, novembro 08, 2010
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Ler, escrever, letrar, será que Freud explica?
Do segundo semestre tenho que destacar duas interdisciplinas: Fundamentos da Alfabetização, com a qual aprendi muito e pude usar o que estávamos estudando diretamente na minha prática profissional, pois atuava com classes de alfabetização, o que faço até hoje. Eu não conhecia o trabalho da Magda Soares, só tinha ouvido falar e foi importante pra mim naquele momento ler e discutir os textos trazidos pela professora Jaqueline, porque me ajudar a entender mais profundamente o processo de aquisição da língua escrita e o uso no das habilidades de leitura e escrita no contexto social no qual os alunos estavam inseridos. Na escola tínhamos uma preocupação muito grande em alfabetizar, mas não observávamos se a criança fazia uso daquele aprendizado em sua vida fora da sala de aula. Minha conduta mudou a partir da leitura dos referenciais sugeridos. Referenciais esses que tenho retomada sempre que me sinto insegura acerca do que estou fazendo na escola e que fiz uso contínuo durante a prática de ensino.
também foi importante saber das mudanças trazidas por Emília Ferreiro e Ana Teberosky e entender como a maneira de ver o processo de aprendizagem dos nossos alunos havia se modificado. Aprendi que nossos alunos até então, aprendiam a ler e a escrever, de forma mecânica (alfabetização) e sem sentido e função social (letramento).
Outra interdisciplina que destaco desse período é Desenvolvimento da Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia, porque pude rever algumas teorias de aprendizagem e aprofundar meus conhecimentos. Eu já havia cursado essa cadeira no Regular da UFRGS, mas foi importante refazer, por que alguns conceitos estavam esquecidos. Mas em mim ficou gravado nosso estudo sobre psicanálise e o filme Freud além da alma, com o qual pude aprender como ele formulou a teoria psicanalítica e quem era esse gênio da psicologia. Eu sempre fui muito curiosa a respeito de psicanálise, mas não sabia por onde começar a estudar. Hoje utilizo alguns dos ensinamentos do mestre e também de Lacan em meu trabalho nas escolas e penso em fazer meu pós graduação ligado a esse assunto. Além de tudo isso, tínhamos com professora a Tânia Marques que é simplesmente maravilhosa. Quando eu crescer quero ser como ela...
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segunda-feira, novembro 08, 2010
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Postagem 1 - 2010/2
Essa não é a primeira postagem do semestre, mas é a primeira para cumprir as determinações e atividades do Seminário Integrador.
E começo o trabalho, com muito tempo de atraso, escrevendo exatamente sobre as minhas expectativas em 2006 acerca do curso e da UFRGS e da acolhida que recebemos quando da nossa chegada ao PEAD. Lembro-me claramente do orgulho que sentia por fazer parte daquele grupo e da vontade que tinha de aprender mais e mais para me qualificar profissionalmente. Achei que minha vida pessoal não mudaria com a minha entrada num curso à distância. Eu já era aluna do regular da UFRGS, mas não conseguia frequentar as aulas em função do horário, que era incompatível com meu trabalho. Minha vida pessoal se transformou completamente. Com certeza sou outra pessoa, mais consciente e "sabedora" daquilo que quero e, por isso, mais exigente. Das Interdisciplinas do primeiro semestre a que mais me chamou a atenção foi exatamente o Seminário Integrador, pois nos remetia a um mundo informatizado até então misterioso pra mim, pelo menos no que dizia respeito à Internet. Eu sabia usar o Word, sem dominar todos os recursos do programa, tinha endereço eletrônico (só pra bonito)e fazia parte de um site de relacionamento (Orkut). De lá pra cá, muita coisa mudou. Há coisas que eu até ensino aos meus filhos e alguns colegas de trabalho... Hoje uso o computador pra muita coisa: pesquisa em geral, leitura, diversão, comunicação on line com a família que mora longe, editor de texto, movie maker, criei pbwork's para todas as escolas nas quais trabalhei, auxilio alunos nos laboratórios de informática da escolas e uso as TIC's para qualificar meu trabalho.Definitivamente o computador entrou na minha vida pra ficar!....Foram quatro anos de muito aprendizagem na área.E tudo começou com a criação do primeiro blog e do primeiro wiki..
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Marcadores: SI IX
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Sobre o TCC
O TCC pra mim deve ser mais que um trabalho de conclusão de curso, como pra mim, o estágio foi muito mais que uma prática de ensino, incluído nas obrigações do curso de Pedagogia.
Ele está para além do curso. Deve partir da minha prática, da minha curiosidade e da minha necessidade enquanto profissional de educação. Ele começa a andar agora porque achei o seu significado na minha vida como professora. Não conseguiria fazê-lo senão pela paixão e pelo prazer de investigar um tema importante, antes de mais nada, pra mim. Talvez seja isso que falte à Academia hoje. Despertar em nós estudantes, o desejo pelo pesquisa como meio de aprender mais a respeito do nosso objeto de trabalho. Isso não é uma crítica, apenas uma constatação.
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quarta-feira, outubro 13, 2010
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Semana 11
Minhas crianças adoram jogos. Minha surpresa essa semana, foi vê-los temerosos em relação ao jogo das vogais, que eles já conheciam, posto que já o havia utilizado em outra ocasião. Observei que os alunos que se mostravam receosos eram exatamente os silábicos e então, entendi o porquê: esse jogo os fazia repensar sua hipótese de escrita e os colocava em conflito, desequilibrando aqueles conhecimentos que consideravam inquestionáveis até então. Mas depois que o jogo iniciou e que começaram e completar as palavras de suas fichas, foram aos poucos relaxando e se envolvendo prazerosamente na atividade. Completar o relatório depois foi fácil, porque nele constavam as palavras que haviam acabado de "escrever" no jogo. Fiquei muito satisfeita com essa atividade por vários motivos, mas o principal foi o fato de eu estar compreendendo quase que de imediato as reações tanto positivas quanto negativas dos alunos em relação às minhas propostas de trabalho e porque estou conseguindo negociar com eles a execução das atividades que lhes causam algum desconforto e obtendo resultados muito positivos no final desses desafios. Houve inúmeros momentos em minha vida profissional em que me vi enredada, sem saber como agir diante dos problemas que se apresentavam a mim na sala de aula.
As leituras que fiz ao longo do curso e principalmente as que tenho feito durante o estágio tem esclarecido muitas dúvidas e me impulsionado pra outros terrenos (a psicanálise, por exemplo)em busca das soluções para as dificuldades que venho enfrentando.
Esse despertar para a teoria e essa procura por respostas na teoria tem sido muito importante pra mim tanto profissional como pessoalmente.
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segunda-feira, junho 28, 2010
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domingo, 20 de junho de 2010
Semana 10
Foi uma semana muito fértil pra mim e para as crianças também, acredito. Pude ver onde preciso intervir de forma mais efetiva, em que aspectos o trabalho precisa ser aprimorado e senti a necessidade de organizá-los em grupos por níveis para atender melhor as necessidades específicas de cada aluno, visando transpor os obstáculos que ainda os impede de avançar no aprendizado da língua escrita. Claro que não são todos, é uma minoria, mas meu objetivo é alfabetizar e letrar a todos, é não ter retenções no final do ano. Pretendo fazer algumas mudanças nos encaminhamentos daqui pra frente. Vou intensificar as atividades de leitura e escrita e as intervenções junto aos alunos que ainda não superaram o nível silábico e atender mais individualmente o aluno novo, que está pré-silábico.
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domingo, junho 20, 2010
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Semana 9
Voltar à escola depois de ficar fora quase 14 dias poderia ser uma experiência ao mesmo tempo emocionante e frustrante. Emocionante por estar novamente com meus alunos. frustrante porque eles poderiam ter se perdido depois de passarem por vários professores e situações, em que a linha de trabalho é muito diferente da que havíamos construído juntos.
Que linda surpresa eu tive!! Primeiro a emoção do retorno, depois a alegria (e o alívio) em ver que tudo o que tínhamos feito até ali, não havia se perdido. Um sinal de que para as crianças está sendo importante o estamos vivendo juntos. Num primeiro momento precisei lembrá-los das nossas combinações, mas à medida em que os dias passavam, a vida foi voltando ao normal.Nas diferentes situações e atividades que propus aos alunos durante essa semana, observei que estão evoluindo rapidamente, praticamente toda turma mudou de nível de construção da lecto-escrita e os alunos estão superando as dificuldades que encontravam até aqui, ratificando a certeza de que estou no caminho certo ao propor um trabalho com ênfase na literatura infantil e na matemática. A literatura dá conta de algumas questões subjetivas e ajuda as crianças a lidar com seus medos e angústias “é ouvindo histórias que se pode sentir... e enxergar com os olhos do imaginário... abrir as portas à compreensão do mundo”(ABRAMOVICH,1995, p.17). O aspecto lúdico presente no ler e contar histórias pode mobilizar as crianças e estimulando-as a envolver-se em desafios propostos, desenvolvendo assim a capacidade de analisar, formular hipóteses, questionar, interpretar, quantificar. A aprendizagem da matemática está vinculada a situações e contextos cultural e socialmente significativos para a criança. "A Matemática está ligada à compreensão, isto é, à apreensão do significado; apreender o significado de um objeto ou acontecimento pressupõe vê-lo em suas relações com outros objetos e acontecimentos.O significado da Matemática para o aluno resulta das conexões que ele estabelece entre ela e as demais disciplinas, entre ela e seu cotidiano e das conexões que ele estabelece entre os diferentes temas matemáticos. ((MEC/SEF, 1998, v.4, p.19).
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domingo, junho 20, 2010
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
Semana 8
Era pra ser mais uma semana divertida e de muitas aprendizagens importantes, mas...um ônibus com um motorista louco, cruzou o meu caminho, cortou a minha frente e me obrigou a frear...
O resultado foi um tombo, que não teve consequências mais graves porque eu estava a uma velocidade baixa. Mas foi suficiente pra me deixar fora da sala de aula por 15 dias, com um joelho machucado, rasgado, costurado e uma mão aparentemente pouco ferida, mas com uma lesão interna que me impedia de fazer as coisas mais simples do cotidiano, como escrever, digitar ou manusear o mouse...
A reflexão que faço dessa semana 8 não está diretamente ligada ao estágio, visto que estive fora da sala de aula, mas como minha vida está totalmente voltada a ele nesses últimos meses...
Descobri que a beleza e o valor da vida está nas pequenas coisas que muitas vezes, passam desapercebidas. E é com esse olhar, que pretendo retornar à ativa na semana 9: Buscando naquilo que normalmente não é visto ou ouvido, o pedacinho mais importante da minha prática e valorizar cada produção e cada movimento das minhas crianças em direção à aprendizagem daquilo que realmente interessa: saber viver!!!!
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MARCIA RYSDYK
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quinta-feira, junho 17, 2010
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Semana 7
ELEIÇÃO DOS NOVOS CHEFES DE GRUPO:
Uma atividade simplesmente magnífica!!!! Não há outra palavra para descrevê-la
O meu objetivo de trabalhar cidadania, respeito, colaboração, solidariedade ficou expresso e salientado nesse dia, nesse momento. Saí da escola em êxtase...
"No momento da eleição as crianças são chamadas a exercerem seu desejo e discernimento, escolhendo aquele que gostariam pra ser chefe, submetendo-o, através de seu voto, à vontade social, na medida em que seu candidato pode ou não ser eleito." (Rocha, 2005, p. 58)
Os meus alunos demonstraram uma maturidade impressionante durante todo processo eleitoral, que durou quase duas horas. Todos permaneceram em seus lugares, falando baixinho, em respeito a quem votava. Os mesários souberam desempenhar os seus papéis mantendo igual postura e as escrutinadoras contaram, registraram os votos e declaram eleitos os mais votados, fazendo os cálculos necessários com muita seriedade e correção: sem esquecer de contar os votos para conferir se não houve fraude.
De fato posso afirmar que essas crianças saberão participar de uma eleição com o respeito e a responsabilidade que esse momento exige. Estou muito orgulhosa dos meus baixinhos. Também é importante dizer que era meu objetivo desde sempre chegar nesse nível de trabalho com a turma. Alfabetizar é muito, mas muito mais que ensinar a ler e escrever. E isso, estamos conseguindo,com a turma A23.
Infelizmente, depois desse fato tão importante pra mim e tenho certeza para os meus alunos também, eu sofri um acidente de moto, ao me deslocar para a outra escola em que trabalho no turno da tarde e o nosso “show” precisou ser interrompido...
Mas posso afirmar que nenhuma dor pode suplantar a emoção e a alegria que senti com o que vi e vivi durante a manhã do dia 24 de maio de 2010.
O resultado do acidente foi um joelho muito machucado internamente e a impossibilidade de caminhar e trabalhar nos outros dias daquela semana.
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quinta-feira, junho 17, 2010
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Semana 6
Nas atividades de escrita espontânea observo um grande progresso dos alunos na construção de frases e textos, que apresentam um conteúdo mais criativo e um cuidado maior na elaboração, (principalmente os alfabéticos) e uma grande evolução nos alunos pré-silábicos, silábicos e silábicos alfabéticos. Posso ver que, com apenas dois meses de trabalho com esse projeto, os resultados são positivos e aparecem com muita rapidez. Meus alunos não só estão aprendendo a decodificar um código convencionalmente construído, mas estão se apropriando da escrita.
"Ter-se apropriado da escrita é diferente de ter aprendido a ler e escrever; aprender a ler e escrever significa adquirir uma tecnologia, a de codificar em língua escrita e decodificar a língua escrita; apropriar-se da escrita é tornar a escrita “própria”, ou seja, é assumi-la como sua “propriedade”. (Soares, 2002, pag 39).
O primordial no trabalho, a partir de agora, é fazer com que todos assumam essa postura de “proprietários”. Aí sim, poderei dizer que o trabalho valeu!
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quinta-feira, junho 17, 2010
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
Semana 5 - um pouco mais
Mesmo terminando a semana um pouco descontente por conta de tudo o que me aconteceu e por não ter conseguido fazer aquilo tinha planejado desde o início, ao escrever o relato para o wiki, "acordei" pra algumas aprendizagens que eu realizei e para o aprofundamento que consegui em relação a alguns alunos, que até o momento em que escrevi a primeira postagem da semana 5, eu não tinha vislumbrado. Então, concluí que de tudo o que fazemos no estágio, um dos momentos mais importantes e ricos é exatamente esse, no qual sentamos para pensar, repensar e escrever o que fizemos. Colocar no “papel” tudo o que foi experimentado de forma analítica, é uma atividade que não fazia assim, de forma sistemática. Eu sempre refleti sobre o que estava fazendo, mas raramente escrevia minhas reflexões. Vejo agora, como é importante escrever aquilo que pensamos, pois no momento em que elaboro e organizo o pensamento para escrever, descubro novos fatos, percebo detalhes que tinham passado, encontro soluções para o que não deu certo, enxergo outras possibilidades de trabalho para dar conta daquilo que na me satisfez. Essa parada obrigatória para refletir, analisar, elaborar, sistematizar e escrever, cria novas necessidades, encaminha novas leituras e qualifica ainda mais a minha prática.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Semana 5
Essa é daquelas semanas que poderia sumir do calendário. Tudo que tentei dizer, foi interpretado de forma contraditória e equivocada. Fiquei doente, por causa de um cachorro quente, tivemos paralização, assembleia geral na escola.... Todos momentos de aprendizagem pra mim, pois sempre que há encontro, relacionamento, debate, diálogo, discussão sempre resulta aprendizagem significativa, mesmo que a princípio não percebamos. Estou postando hoje pra dar conta da exigência cronológica imposta pela universidade, contra a qual me rebelei e aprendi que agindo dessa forma eu só tenho a perder, regras foram feitas para serem cumpridas, não é mesmo? Apesar de todos os grandes gênios da história terem obtido notoriedade exatamente por transgredirem as regras de sua época... Um período em que eu não soube ouvir, em que eu não fui ouvida, e que me fez acreditar ainda mais na coerência e eficácia do trabalho ao qual estou me propondo no estágio: valorizar a oralidade, ouvir e conhecer meus alunos, proporcionar a eles momentos de diálogo, debate, escolha, decisão, democracia, respeito mútuo, aprendizagem, troca, cooperação, compartilhamento. Num mundo em que cada vez mais nosso valor está vinculado ao ter e não ao ser, é demasiado importante ensinar às nossas crianças o valor da amizade, da fraternidade, da solidariedade, da compreensão, da tolerância, da verdade...
Nesse sentido a semana pra mim foi de supremo valor. Os desapontamentos perdem a força diante da alegria e do prazer de conseguir alcançar meus objetivos lenta e profundamente nesse estágio...
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segunda-feira, maio 17, 2010
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Semana 4
Foi mais uma semana incrível! Dessa vez resolvi deixar que as crianças me contassem a história ao invés de eu ler ou contar a elas. Pude observar o quanto evoluíram tanto na maneira de falar e organizar o que iriam dizer como na postura diante da fala dos outros. E pra melhorar, muitos alunos que, normalmente não se pronunciavam, nesse trabalho pediram pra falar e colaboraram com a construção oral do texto.
Experimentei coisas novas: gravei as crianças falando, pedi que escrevessem a história (até aqui as atividades que envolviam escrita de textos restringiam-se às produções coletivas, as crianças só escreviam sozinhas palavras e frases). Além disso, trabalhamos com receita, produzimos biscoitos e fizemos cálculos que superam a expectativa para o ano ciclo (multiplicação, por exemplo).
Tudo o que tenho vivido e aprendido até aqui tem me feito vibrar e me apaixonar pela turma e pelo trabalho docente. É visível a evolução dos alunos.
Observei que muitos estão com medo de escrever, pois acreditam não saber. Esse será o meu maior desafio agora: fazer com que tenham segurança para escrever dentro das suas hipóteses de construção da escrita para que eu possa intervir de forma positiva e levá-los a questionar-se acerca de como se escreve, sem medo de errar, acreditando que cada fase do processo é um degrau na escada que os levará para a alfabetização e para o letramento.
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terça-feira, 4 de maio de 2010
Semana 3
Penso que nessa semana, apesar da variedade e riqueza das atividades e aprendizagens, não consegui êxito no meu propósito de relacionar literatura infantil e matemática.
O trabalho foi produtivo e significativo.
O lúdico estava presente (mais que em outras semanas, acredito), o que dá conta de um dos objetivos desse projeto.
Novos conceitos foram aprendidos por mim e pelos alunos, outros caminhos encontrados para chegar ao sucesso (A inserção dos jogos de competição no trabalho auxiliou-me a conhecer melhor os alunos - suas reações diante dos desafios, capacidade de concentração, coordenação motora ampla, freio inibitório, espírito de equipe, etc).
Mesmo assim o link entre as duas “cordas” centrais do projeto foi muito frágil, faltou amarração ou pelo menos apertar o nó.
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terça-feira, maio 04, 2010
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